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Vacina da gripe: é preciso se proteger

Anote na sua agenda: começou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza. A estratégia do Ministério da Saúde é diminuir os impactos da gripe em todo o país. De acordo com dados divulgados pelo órgão ministerial, somente neste ano, foram registrados 276 casos de influenza em todo território nacional, com 48 óbitos. Desse total, 21 casos e seis mortes foram por H1N1; 158 casos e 20 óbitos por H3N2; 63 casos e 21 óbitos por influenza B; e 34 casos e uma morte por influenza A não subtipada.

A médica infectologista da Unimed Vitória, Rubia Miossi, explica que a gripe é mais frequente nos períodos do ano em que a temperatura cai, principalmente porque as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas em ambientes fechados, favorecendo a transmissão do vírus. Por isso, a aplicação deve ser feita ainda no outono, para que no inverno a pessoa esteja plenamente protegida. Ela explica que a vacina não causa a gripe após aplicada, pois é feita com vírus inativos, ou seja, mortos.

A vacina demora 15 dias para começar a fazer efeito. Portanto, se a pessoa já estiver infectada pelo vírus, ela pode desenvolver a doença. Como qualquer vacina, podem ocorrer reações à aplicação. O mais comum é dor no local da injeção, que geralmente melhora num período de 24 horas. A vacina só está proibida mesmo para quem tem alergia severa ao ovo (ela é fabricada dentro da casca e se replica a partir da gema e da clara).

 

Frequência: Tomei ano passado. Preciso repetir a dose?

Sem dúvida nenhuma! A eficácia da vacina contra o influenza chega ao máximo em 85%, mas a proteção da vacina começa a cair após alguns meses, pois os vírus da gripe têm uma alta capacidade de mutação. “A cada ano, a vacina pode ser diferente, se no ano anterior a Anvisa verificar que os sorotipos circulantes são diferentes dos presentes na vacina. Se houve mutação no ano passado, a vacina deste ano muda”, explica a médica. Portanto, é preciso se resguardar novamente para não penar com espirros, prostração, febre e outros sintomas ainda mais perigosos.

Tente se proteger da gripe. Evite ambientes fechados, lave as mãos com sabão regularmente e utilize álcool a 70% sempre que possível. Além disso, evitar contatos com pessoas infectadas é fundamental. O período de incubação do vírus é de até quatro dias, mas o infectado transmite o vírus 24 horas antes de apresentar os sintomas e pode continuar transmitindo até três dias depois que para de ter febre.

Quem deve tomar - Em comparação com 2017, não há nenhuma alteração em relação ao público que deve levar a picada. A escolha desses grupos se deve ao fato de eles serem mais vulneráveis aos efeitos da gripe e sofrerem mais com seus sintomas e desdobramentos. Se você não está nesses grupos, possível tomar a vacina numa clínica particular.

Ao contrário da rede pública, que distribui a versão trivalente do imunizante, esses lugares geralmente disponibilizam a tetravalente. A diferença está na presença de um quarto tipo de vírus na composição, o que eleva o nível de proteção. Além das cepas H1N1, H3N2 e do tipo B Yamagata, ele resguarda contra o tipo B Victoria.

Grupos prioritários da Campanha Nacional

  • Crianças de 6 meses a 5 anos
  • Pessoas com mais de 60 anos
  • Gestantes
  • Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias
  • Profissionais da saúde
  • Professores da rede pública e particular
  • População indígena
  • Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide
  • Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia
  • Portadores de trissomias, como as síndromes de Down e de Klinefelter
  • Pessoas privadas de liberdade
  • Adolescentes internados em instituições socioeducativas, como a Fundação Casa

 

Fonte: https://www.unimed.coop.br/web/vitoria/noticias/vacina-da-gripe-e-preciso-se-proteger

 


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